Eu devia escrever mais aqui. Idéias e pensamentos nem são o problema, mas é que quando eu estou a mil em questões de criatividade, sempre tem algo que vai me ocupar pelo resto do dia, ou noite. Agora, por exemplo, eu abri mão de uma prioridade porque, simplesmente me sinto tão a mil em pensamentos que sento pra tentar estudar e simplesmente não consigo, temo que a cafeína de sempre só piore e me deixe ainda mais ativa.
Eu sinto que hoje poderia pegar o meu violão ou qualquer instrumento musical que eu saiba mais ou menos manipular, ou sair pela rua com as minhas câmeras que, de um jeito ou de outro, por sorte ou insistência, sairia algo aceitável. Certo que eu vim pra cá, e pode muito ser que não saia nada que preste. É a tendência a pender para o lado mais fraco, principalmente o meu lado mais fraco.
Acho que tenho me renovado com o passar desses últimos dias, ou ao menos tentado. Eu tenho me sentido mais forte, incrivelmente mais que forte do que eu pensava. E acho também que no fim temos é que aceitar, ou simplesmente permitir-se entrar no piloto automático por uns tempos. Eu sempre fui contra o conformismo, mas defendo o equilíbrio. É preciso saber quando seguir (quase sempre), mas é preciso saber quando parar, e às vezes isso pode exigir a lógica e a maturidade que nem se tem. É preciso coragem pra dar um tiro no escuro mesmo que de forma sobrenatural essa bala possa acabar atingindo você mesmo (“Wanted” feelings). Digo como tiro no escuro qualquer ação cujas consequências definitivamente não podem ser previstas, geralmente situações que podem tomar rumos completamente opostos à uma lógica e imprevisíveis que envolvem pessoas e sentimentos igualmente incapazes de serem previstos.
Eu não sei se já estou falando “mierda” aqui, porque quando estou desse jeito eu geralmente saio falando tudo o que vem na cabeça, emendando um assunto do outro quer faça ou não sentido. A música é uma das músicas que escrevi e que são fruto de um momento como esse, de sair escrevendo sem saber exatamente sobre o quê e só fazer realmente sentido depois. Ficou melhor que o texto, sério. Mas sem esperar demais, dica. Não sei se a minha melhor, mas eu gosto de ter escrito essa.
NOTA: Gostaria de esclarecer de que não há nada exclusivamente pessoal aqui. Sim, eu uso o que eu sinto pra escrever, e tenho base na minha vida e das pessoas à minha volta para desenvolver idéias. São apenas idéias aqui, não indiretas.
06/12/2010
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